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O novo mundo dos filhos nossos
O novo mundo dos filhos nossos
Luiz Alberto Silveira

O futuro está chegando tão rápido que não nos permite sentir
o presente e o passado vai tornando-se a maior parte da
nossa existência. Uma nova sociedade está penetrando em nossas vidas, mudando o estilo da família, a forma de trabalhar, de amar, de conviver. Não percebemos, neste futuro, mais do mesmo a que estávamos acostumados. Somos os últimos representantes de uma geração desenvolvida no modelo dos nossos pais e avós e estamos nos despedindo dela. Atingimos o máximo possível seguindo os princípios em que fomos forjados e a Lei dos Retornos Decrescentes começa a ser fortemente sentida. O retorno, em felicidade, das conquistas máximas do nosso modelo começou a saturar-se em razão do muito das mesmas ações, das mesmas políticas, dos mesmos enfoques que geraram repetições cumulativas e entramos em vazios e ausência de perspectivas.
Mais de sete bilhões de pessoas estão inquietas e em turbulência na Terra. O primeiro e o segundo copos de um bom vinho são deliciosos. O terceiro e quarto copos já produzem exacerbações da alegria. O quinto copo produz vazios e, na sequência, solidão.
É a Lei dos Retornos Decrescentes. Um mundo regenerado precisa surgir, outra geração deve transformar o presente na busca do novo modelo de vida. Melhor forma de pensar, de viver, de agir, de trabalhar e de desfrutar do lazer já se faz sentir. Nossos filhos e netos já apontam para estes momentos. Trouxemos, até aqui, uma forma de ser e ter. Agora é com eles. Sentimos isto quando os jovens já não sabem e não ouviram falar dos nossos ídolos, artistas, músicas, das peculiares tardes de domingo, das casas onde hoje são prédios, das ruas que hoje têm outros nomes, dos brinquedos que não mais existem, dos tipos e das horas dos nossos divertimentos, hoje substituídos por alternativas que não imaginávamos num passado não muito distante. Necessitamos entender e acompanhar as mudanças para não ficarmos perdidos.
Passamos – da melhor forma possível – o bastão para os novos
momentos. Realmente novos. As famílias tornaram-se pequenas e e  móveis com os filhos mudando-se para outras cidades e outros países. Muitos vivem sós ou quase sós. Casamentos (em menor número) são descontinuados e reconstruídos sem pompas. Nossos filhos relutam em ter filhos. Aumentou o número de filhos que vivem somente com o pai ou com a mãe, que vivem com um casal de pais e casal de mães. O que desejamos a este novo ser humano, aos nossos descendentes, é que se encontrem. Que suas necessidades subjetivas e objetivas sejam atendidas, que a amizade verdadeira ocorra, a generosidade prolifere, que tenham sempre com quem contar quando não estivermos mais aqui. Que o amor que lhes dedicamos seja sempre lembrado. Que o nosso imenso amor seja luz em seus caminhos e que se torne uma herança sucessiva. Que o amor e a fraternidade associados à evolução do conhecimento gere uma sociedade que torne nula a Lei dos Retornos Decrescentes. Assim, elevemos um brinde do melhor vinho, pela felicidade da geração dos nossos filhos e netos.
E oremos por eles.
Luiz Alberto Silveira
Enviado por Luiz Alberto Silveira em 14/05/2021
Alterado em 14/05/2021
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