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A vida é feita de encontros e despedidas
A vida é feita de encontros e despedidas
Luiz Alberto Silveira

Cada momento na vida é um encontro e uma despedida. Em cada encontro uma poesia pode ser criada, um mundo pode ser descoberto, um amor acalentado, um ideal pode ser pensado, uma nova luta empreendida, um perdão concedido, um significado percebido. E, de tudo que descobrimos nos encontros, num determinado momento de tudo também nos despedimos. Viver é necessitar de encontros para que não nos amofinemos em nós mesmos, não nos extingamos em vazios, não careçamos de emoções. Viver é encontrar, abraçar beijar, chamar, vociferar, explodir, sentir, sonhar, esperar, alcançar, lutar por alguém, por alguma causa. Viver é sobretudo saber amar. Viver é saber despedir-se lentamente de cada encontro, de cada experiência e das muitas emoções sentidas. E a vida, assim, torna-se uma longa despedida de todos os momentos vividos. A vida é uma despedida continuada dos minutos que se encontraram e se despediram como horas, dias, meses, anos e nos levam juntos com a herança dos encontros, embates, clamores, choros e dores, risos, alegrias e amores vividos. E, finalmente, nos despedimos dos tempos sentidos, jamais esquecidos e partimos para novos encontros e novas despedidas que não se acabarão. Pelos encontros e despedidas de amor devemos sempre sorver dos lábios os sorrisos, beber da voz a palavra amiga, dos trejeitos a doçura, das promessas de amizade a fascinação, das carícias os prazeres, dos abraços os arrepios, dos olhares os sentimentos. E em tudo zeloso sempre para que não nos encontrem os que não sabem amar, os que sem remorsos não nos prejudiquem, aqueles sem sentimentos não aniquilem. E se o amor tiver uma face que seja a do meu amor, dos meus filhos, da minha família, dos meus amigos, da minha terra terá. É insensato viver sem encontros. É natural viver com despedidas. Não sofra, os filhos vão embora e visitam pouco, os netos crescem e não dão mais a mão para segurar (não sentam mais no banco de trás), os amigos não aparecem e se vão nos seus dias, o coração aperta nas saudades dos tempos, as estações se sucedem, os cabelos embranquecem, caem , as rugas aparecem e mostram todos os encontros havidos e as despedidas sentidas. Façamos a viagem da vida tendo como roteiro todos os tipos de encontros e despedidas. Ela nos levará ao destino da paz. E o destino da paz é o do amor que não só vê a vida, mas a eternidade. E, tenha certeza, para todas as incertezas o amor, a gratidão pela vida são as únicas resposta. Nestes encontros, quando aqui lhe escrevo, sinto em cada leitura, comentário e compartilhamento um encontro formidável e uma despedida que me exige mostrar a beleza de viver nos nossos novos encontros. Nesta maravilha que é a vida .
Luiz Alberto Silveira
Enviado por Luiz Alberto Silveira em 14/07/2021
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