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O sonho de uma vida por inteiro
O sonho de uma vida por inteiro
Luiz Alberto Silveira

Tudo é metade, nada é por inteiro, o resultado do embate mostrará a luz ou esconderá a escuridão da vida que seguirá.
Nem tudo que vivemos temos e, sobre a vida, duas são as metades - aquela que os dias nos toma e a outra que na alma é verdade.  E por inteiro pouco nos sobra a não ser a metade  que na alma ficou que nem a força do tempo extingue nem os danos da vida apagou.
E na vida o que não se apaga são os anos de felicidade sentida e as esperanças da vida sonhada. De tão nossos que somos e cegos sobre a felicidade possível,  não percebemos o diálogo entre a certeza das coisas belas e a incerteza das coisas tristes. Em nós não fica o que o sentimento não marcou pois só existiu na vida que não pensa e não na vida que pensou.
A vida que pensa se estende além da finita dor pois é a alma que sente a infinitude do amor. Nos afligimos e temos medos na vida que o tempo consome e é esta vida que não conversa com a vida que a eternidade dá nome - e de eternos os bons sentimentos são feitos, é o alguém dentro de nós que nos mostra os caminhos e se faz companheiro que não nos deixa sozinhos.
Penetra em mim, no mais profundo do meu ser, e só encontrarás meus sentimentos que de punhos cerrados querem expulsar as covardias, as fraquezas, os males,  os desbrios e os horrores e, de braços abertos, num amplexo sentido,  bendizer o ânimo, a coragem, a bravura, o denodo e o destemor – sabendo que tudo isto ocorre nas metades da vida que disputam o caminho a seguir.
E como, aqui neste mundo de curto estar, tudo é metade, nada é por inteiro, o resultado do embate mostrará a luz ou esconderá a escuridão da vida que seguirá. E lá, na dimensão que o olhar não vê e só o espírito sente há de se fazer por inteiro o que dividido está e das longas agonias que o tempo do ter causou, como coisas que não vestem nada, finalmente restará o repouso, a calmaria, o sossego, a beleza e a paz que os momentos do ser alcançou - gastando tudo o que não era, recebendo tudo que de bom ficou.
Que não nos assuste a vida que não é nada pois a vida que é tudo é a verdadeira vida dada. E o amanhã, em outro palco e paisagem, tudo que era metade e metade verdadeira conseguirá tornar-se a maravilha da verdade da vida inteira.








Luiz Alberto Silveira
Enviado por Luiz Alberto Silveira em 04/08/2021
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