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Pai, te peço, continua segurando minha mão
Pai, te peço, continua segurando minha mão
Luiz Alberto Silveira

Pai, sempre soubestes fazer o necessário quando necessário era.
E necessário foi que me mostrastes todos os caminhos que te transformaram em meu herói, meu protetor, minha segurança, minha saudade que nunca se acaba, minha lembrança que nunca esquece.
Me ensinastes que existe hora de calar e hora de falar, de nunca desistir dos meus sonhos, de ser perseverante, ser honesto, tolerante, bondoso. Assim tu eras meu pai e me fizestes entender que eu deveria ser assim com meus filhos. Assim fui e sou, e assim tornei-me um homem feliz e tu sabias disto e nisto me fizestes acreditar. Obrigado meu pai. Obrigado por teres vibrado com meus sucessos, por teres sentido minhas dores e medos e os curado com tuas palavras de conforto, de apoio, de esperança. Obrigado por tuas orações por mim meu pai. Certa vez te vi de cabeça encurvada com as mãos sobre o rosto balbuciando baixinho palavras como súplicas e descobri que estavas pedindo por mim, por minha saúde, pelo meu bem-estar. Quanto amor me tinhas meu pai.
Ensinaste-me a ir adiante, a ter o que não pudestes ter, a alcançar o que não conseguistes alcançar. E, sabe, meu pai, alcancei com tua energia, encantamentos pela vida, pelo respeito, pela ética, pela justiça. Encantamentos pelo bem viver, saber amar. Estes eram teus traços marcantes, meu pai. Lembro, meu querido pai, que muitas vezes, com medos, te fizestes forte para ensinar-me a não esmorecer. Quando te contestava em algo, me olhavas com suave sorriso e eu entendia que tinhas razão. Suportavas a inquietude quando eu tinha que passar por sofrimentos necessários por não seguir teus conselhos. Sabias quando não devias insistir, mais para que eu pudesse aprender tropeçando e jamais esquecesse dos tropeços que fazem perceber caminhos.
Segurastes minhas mãos para ensinar-me a andar, e com palavras e exemplos me ensinastes o caminhar na vida. Jogamos bolinha de gude, fomos ao campo de futebol, ao cinema, empinamos pipa juntos, me levavas à escola e cobravas meus deveres. Caminhamos por muitas estradas olhando-nos nos olhos com prazer, respeito e amor.
Tenho saudades de quando, deitado, vinhas cobrir-me com o lençol e cobertor e encomendavas que eu dormisse na paz dos anjos e que me protegessem. Daí eu sentia teu beijo, suave em minha fronte e depois o apagar da luz do quarto. Quão doce e quanta paz tinham estes momentos meu pai. Sabias esbanjar sorrisos e esconder as lágrimas nos teus profundos silêncios, pensando na segurança dos teus filhos.
Quando busquei meus caminhos, te recolhestes em preces por mim e em esperas por minhas visitas. Não te visitei o tanto quanto deveria te visitar e sinto hoje que isto me fez falta. Nos teus últimos dias em minha vida, como médico e filho, fui te visitar na UTI do hospital e com voz rouca me dissestes: “Chegou a minha hora meu filho, parto feliz por sentir que estás feliz e realizado.”Fiz parte da tua vida e completastes a minha. Onde quer que eu vá saibas que estarei sempre zelando por ti e tua felicidade querido filho. E assim meu pai, partistes de minha vida, mas nunca saístes da minha mente e do meu coração. Obrigado meu querido pai. E onde quer que estejas, te desejo um feliz dia dos pais.
Meu amado pai.
Luiz Alberto Silveira
Enviado por Luiz Alberto Silveira em 07/08/2021
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